Estratégia global contra hepatites virais para eliminar a doença até 2030

As hepatites virais são a segunda principal causa infecciosa de morte no mundo, com 1,3 milhão de óbitos anuais, superando a tuberculose e o HIV/AIDS. A OMS e a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador lançam estratégias para eliminar a doença até 2030, focando em prevenção, diagnóstico, tratamento e combate ao estigma.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de vidas perdidas devido à hepatite viral está aumentando, principalmente, por cirrose e câncer de fígado. Estima-se que a mortalidade mundial pelas hepatites B e C pode se tornar maior que a mortalidade por tuberculose, HIV/AIDS e malária somadas. A doença é a segunda principal causa infecciosa de morte em nível mundial, com 1,3 milhão de mortes por ano, o mesmo que a tuberculose.

As hepatites virais são um desafio para os sistemas de saúde em todo o mundo, necessitando de cuidado integral visando ampliação do acesso à prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas.

Os principais vírus causadores da hepatite, são os vírus das hepatites A (HAV), B (HBV), C (HCV), D (HDV) e E (HEV). O HAV e o HEV são transmitidos mais comumente por meio de alimentos ou água contaminados, via conhecida como fecal-oral. Observa-se o aumento do número de casos de HAV por meio de práticas sexuais que viabilizam o contato fecal-oral.

Os vírus HBV, o HCV e o HDV são transmitidos pela via sanguínea, por meio do compartilhamento de materiais perfuro cortantes contaminados, ou por meio de práticas sexuais desprotegidas. Por sua vez, as infecções causadas pelo HBV, pelo HCV e pelo HDV são, frequentemente, infecções crônicas, podendo levar o indivíduo à cirrose e ao câncer.

A OMS acrescenta que atualmente existem melhores meios de diagnóstico e tratamento, redução do preço de produtos, mas as taxas de testagem encontram-se estacionadas. Identifica-se estigma e a discriminação em relação à doença dificultando o diagnóstico precoce e o tratamento adequado das hepatites B e C. Esses elementos podem contribuir para frequência elevada dessas doenças em populações de grande vulnerabilidade.

Em 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou a Estratégia para Hepatites Virais do Setor de Saúde Global (GHHS). O objetivo principal é eliminar a transmissão global das hepatites virais e garantir a todas as pessoas acesso universal a métodos de prevenção, diagnóstico e tratamentos seguros, eficazes e acessíveis. A estratégia também orienta os países a estabelecerem metas para erradicar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030 (WHO, 2016).

A Secretaria Municipal de Saúde lança um projeto que tem a proposição de alcance da eliminação das Hepatites Virais até o ano de 2030 no município de Salvador, com iniciativa planejada e estruturada visando melhorar a saúde da população. Visa abraçar áreas como prevenção, promoção da saúde, tratamento e gestão de serviços de saúde, corroborando com a equidade em saúde. O desenvolvimento das ações será executado por diferentes atores, tais como: Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Laboratório, Atenção Primária, Atenção Especializada, Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência, além da Diretoria de Regulação. 

As hepatites virais alcançam as pessoas de forma desigual, tendo algumas delas maior risco de adquiri-las, sendo assim, populações prioritárias. O suporte deve ser pautado no acolhimento, no respeito às diversidades e singularidade, atrelado ao entendimento das necessidades globais de saúde de cada um.

 

Fonte: SMS/Prefeitura de Salvador

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